IV Gama, uma realidade europeia

Por 19/07/2017Grandes idéias

O consumo de frutas, legumes e verduras cresce cada vez mais ao redor do mundo. O principal motor desse crescimento é o fato que as pessoas estão cada vez mais conscientes do impacto da alimentação em sua saúde.

Dessa forma, a população mundial busca cada vez mais pelos FLV IV Gama (também conhecidos como frutas, legumes e verduras minimamente processados), alimentos que são saudáveis e que demandam menos tempo de preparo, visto que já vem higienizados e preparados para o consumo.

Esse aumento na demanda é uma grande oportunidade para agricultores e produtores do Brasil e todo o mundo expandirem seus negócios. Na Itália, por exemplo, o mercado de vegetais minimamente processados movimentou mais de 700 milhões de Euros somente na Itália. Já no Brasil, o segmento está em crescimento constante: no ano passado, a produção alcançou um volume de 1,2 milhão de toneladas, número 23% maior do que em 2015.

Um dos fatores que alavancou esse mercado, além da preocupação das pessoas com uma alimentação equilibrada, é o conjunto de regulamentações cada vez mais rígidas na União Europeia em relação à higienização de alimentos e a prevenção de doenças disseminadas através de alimentos contaminados. Outro ponto que faz com que esse segmento cresça cada vez mais são os programas de incentivo existentes em diferentes países da Europa. Um exemplo deles é o “5 a day” (que recomenda o consumo de 5 porções de fruta ao dia) que nasceu nos EUA e foi adotado em vários países do velho continente. Outro case de sucesso, que teve a participação da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos, é o programa “I Feel Orange” que estimulava o consumo de suco de laranja em colégios e escolas em toda Europa.

Mesmo com tantos programas de incentivo, a Europa ainda depende muito de países exportadores para suprir as demandas de frutas, legumes e verduras de sua população, o que faz com que o preço de muitos desses alimentos seja maior do que em outros lugares do mundo, mas isso não é uma barreira para o crescimento desse mercado. A lição que podemos aprender disso é que a alimentação faz parte da cultura de cada país e o consumo de alimentos saudáveis precisa ser estimulado tanto por órgãos do governo como por produtores que fazem parte desse mercado através de associações ou grupos de interesse.

Independente da ausência de regulamentações e incentivo no Brasil, pode-se perceber que as pessoas tem buscado cada vez mais vegetais minimamente processados, mostrando que esse setor no Brasil tem um enorme potencial e irá crescer cada vez mais com a chegada de medidas que estimulem mais e mais a produção de alimentos saudáveis, higienizados e prontos para o consumo.

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